:: o oceano falou comigo e nunca mais fui o mesmo ::

Este espaço foi criado com o intuito de mostrar tudo aquilo que se passa na cabeça de um surfista. Desde pensamentos, frases, sentimentos e tudo aquilo que tá presente na vida de cada um de nós. A busca incessante do equilíbrio.
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:: Sexta-feira, Outubro 08, 2004 ::

"Sensação da liberdade possível, aquela que uma vez explodida em nossa alma, nos dá a possibilidade de cometer erros, procurar, experimentar e, last but not least, a possibilidade de dizer não."

Aloha!!!

Bom feriado a todos.




Até a volta...

:: 4:58 PM ::

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:: Quarta-feira, Outubro 06, 2004 ::

Vazio, luminosa e infinita em potencial, a mente pode ser entendida como tendo cinco qualidades básicas: vacuidade, mobilidade, claridade, continuidade e estabilidade. Cada uma destas corresponde respectivamente a um dos cinco elementos principais do espaço, ar, fogo, água e terra. Já descrevemos a mente como não sendo uma coisa tangível; ela é indeterminada, onipresente e imaterial; é vacuidade, com a natureza do espaço. O espaço e os estados mentais surgem constantemente na mente; este movimento e flutuação são a natureza do elemento ar. Além disso, a mente é clara; ela pode ser conhecida, e essa lucidez clara é a natureza do elemento fogo. E a mente é contínua; suas experiências são um fluxo ininterrupto de pensamentos e percepções. Esta continuidade é a natureza do elemento água. Finalmente, a mente é o solo ou base a partir da qual surgem todas as coisas conhecíveis no samsara como no nirvana, e esta qualidade é a natureza do elemento terra.

As cinco qualidades da mente pura também têm a natureza dos cinco elementos. Entrando nas ilusões e dualidade, a mente é alterada, mas as produções da mente preservam a natureza dos cinco elementos em diferentes aspectos. Toda manifestação é o jogo da mente nas transformações dos cinco elementos principais. Além disso, há energias sutis sustentando a mente suas mutações, tradicionalmente chamados ventos ou ares. A mente, a consciência e a miríade de experiências diversas são produzidas por estes ventos-energias; são indistinguíveis da mente e são a energia que as anima e influencia.

:: 7:21 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
:: Segunda-feira, Outubro 04, 2004 ::

Julgamentos

A existência traz em si uma tal parafernália de decisões a tomar que nos conflitamos na tentativa de fazer as melhores escolhas. Em muitas das vezes as definições nos parecem extremamente contraditórias. E uma das áreas mais críticas é a do julgamento de valor. Por um lado, somos, moralmente, aconselhados a não julgar. Por outro, social e culturalmente, somos como que obrigados a estabelecer um tribunal interior, adaptado para julgar valores.

Sem dúvida que somos todos iguais. Tudo que há no outro, existe em nós. Em maior ou menor escala de um para o outro. É a propalada condição humana que todos partilhamos. Então, que autoridade temos nós para julgar alguém em seus atos ou personalidade, sendo ele, em alguma escala, o que somos e tendo tudo o que temos?

Há, inclusive, uma corrente de pensamento que defende o postulado de que vemos no outro apenas o que há em nós. O outro é espelho. Nele se reflete nossa vicissitude ou virtude, segundo tal radical escola. Um famoso radialista, Hélio Ribeiro, dizia que para que um homem pudesse julgar outro homem, deveria ter ao seu lado direito os código e as leis. E ao lado esquerdo um rolo de papel higiênico, a fim de jamais esquecer sua condição humana.

Por outro lado, como não julgar, se toda nossa vida é constituída de julgamentos? Acordamos decidindo se devemos ou não abrir os olhos. Se vamos levantar, para onde iremos e o que faremos em seguida. O homem, antes de qualquer coisa, é um ser que julga, que decide. Pensar é comparar por associação de idéias. Decidir entre opções variáveis e invariáveis. E, em última análise, viver é colocar em prática o resultado de nossos julgamentos. Mesmo quando procedemos por impulsos. Impulso é apenas julgamento precipitado.

De que modo nos relacionamos com os outros sem estabelecer critérios de afinidades, interesses, sentimentos, moral e ética? Porque, se queremos nos pautar por um comportamento moral, devemos nos aproximar dos que pensam e procedem de modo semelhante ao que queremos, ao mesmo tempo em que devemos nos afastar daqueles que possuem uma moral dissipada e corrompida.

Podemos, num outro momento, nos voltarmos a estes últimos para tentar elevá-los igualmente. Ou então, seguros em nossa posição, para nos relacionarmos. Aceitando-os como são em suas opções. Compreendendo-os capazes tanto quanto nós, dada a igualdade humana.

Se não conseguirmos desenvolver uma capacidade de julgamento bastante justa e clara sobre as pessoas e valores, seremos usados, feridos e magoados. Ao mesmo tempo podemos perder oportunidades de sermos amados e felizes com o que podem nos trazer os valores das pessoas.

Qual o critério ideal de julgamento para a coexistência inteligente? Partindo do princípio de que é preciso conhecer para julgar (o ato de conhecer também é um ato de decisão). Para julgar bem é preciso um grande esforço de nossa parte para conhecer bem, obviamente.

Uma das premissas fundamentais do conhecimento é que ele é infinito. Por mais que venhamos a saber, sempre haverá muito, infinitamente mais, a conhecer. Logo, nosso conhecimento para efeito de julgamento sempre será relativo.

Fica claro então que nosso julgamento sempre terá grande margem de possibilidade de estar errado. Inteiramente falho. Então, é preciso estar pronto a admitir nossa falha e ir sempre em busca de conhecer mais. E, desse modo, cada vez mais nos aproximar da melhor decisão, para melhor viver com os outros. Pois, indubitavelmente, na medida em que julgarmos, seremos julgados.


Luiz Mendes

:: 11:53 PM ::

escreve algumas linhas aê: _____________________________________________________________________________________
"A onda ainda quebra na praia, espumas se misturam com o vento
Sentindo saudades do que não foi, lembrando o que eu não vivi
Eu lembro a concha em seu ouvido, trazendo o barulho do mar na areia
A lua nascendo por entre os fios dos teus cabelos..."


Lenine

:: 4:49 PM ::

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"E a sinceridade de velhos amigos ouvindo seu som..."

:: 4:43 PM ::

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:: Domingo, Outubro 03, 2004 ::

Você acredita em tábua da salvação? Não literalmente uma tábua, mas uma decisão tomada ou um novo caminho tomado. São tantas as formas de desilução que nos fazem buscar alternativas, opções, destinos, caminhos... Encontre o seu, não deixe que aquilo te prenda, te segure ou simplesmente te anule. Crê em ti, mas nunca deixe de duvidar dos outros. O questionamento deve ser diário para se chegar à perfeição. Perfeição essa que não existe para nós. Apenas para alguns que conseguem atingi-la. Através do desconhecido e do próprio conhecimento. Por isso, busque o horizonte. Sempre. Olhe adiante. Tire o foco do olhar e perceba o que não está acostumado a perceber ao redor. É nesse momento que as simples coisas tornam-se perceptíveis. E é nesse momento que o simples, o passageiro, o trivial, o comum irão se tornar essenciais. Mas não esqueça, se você pegar o ônibus errado, desça logo. Pra quê ir até fim da linha se a tua procura já ficou pra trás?

:: 4:53 PM ::

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